Sem teto protege a cachorra nas ruas “Prefiro viver na rua do que deixar minha cachorra”

Este sem teto não tem dúvida sobre a amizade: “prefiro morar na rua a deixar minha cachorra”.

Naudy Ramón Calera, conhecido como “El Clown Lollipop” (o palhaço pirulito, em tradução livre) vive nas ruas da Colômbia há mais de 20 anos. Atualmente, ele mora com a sua cachorra em um acampamento improvisado no centro de Bogotá, a capital do país.

Ramón declara que ama os animais e faz todo o possível para protegê-los de maneira incondicional.

A história de Naudy Ramón começou a mudar quando ele conheceu o influenciador digital Manuel Alejandro Nuñez, que apoia os moradores de rua da Colômbia em seu trabalho. Foi Nuñez quem tornou conhecida a história do Clown Lollipop.

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Nuñez também viaja pela Venezuela e o Panamá, registrando histórias de pessoas que vivem nas ruas. O influenciador sempre ficou impressionado com o amor e a dedicação que essas pessoas, desprovidas de tudo, revelam em relação aos seus animais de estimação.

Além de uma cachorra branca com manchas pretas, Ramón vive também com uma gatinha, que resgatou há poucos dias. A bichana, provavelmente abandonada, estava em sérios apuros nas ruas da cidade.

O inverno

As gravações sobre a vida de Ramón, que já está na meia idade, estão viralizando nas redes sociais. No Facebook, ele contou sobre as providências para garantir o conforto da cachorra e da gatinha que o acompanham.

Ramón explicou que providenciou sacos plásticos para forrar a barraca montada em um canteiro de uma praça central de Bogotá. O plástico impede a entrada dos ventos e melhora a sensação térmica no interior. As duas peludas passam a maior parte do tempo cochilando, enquanto o “pai” providencia os alimentos necessários para cada dia.

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O vídeo se espalhou nas redes sociais. Os cuidados de Ramón com seus animais renderam muitos elogios. Ele diz que prefere a rua aos abrigos municipais, porque estes não aceitam a companhia de cães e gatos: “Sem eles, não vou a lugar nenhum. Prefiro a calçada”, diz o tutor orgulhoso.

Uma internauta comentou: “Gostaria que houvesse mais pessoas com tão bom coração. Alguém mais notou que ele tem fotos da cachorra nas laterais da barraca? A cachorra é fofa e o tutor a protege e cuida dela”.

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Ramón realmente decora o interior da barraca com fotos da cachorra – ele conta que ainda não conseguiu nenhum registro da gatinha, que está com ele há pouco tempo. O sem teto continua vivendo nas ruas, protegendo os seus animais de estimação.

O influenciador que o encontrou providenciou alguns benefícios. Ele conseguiu recolher algumas roupas, para garantir agasalho para Ramón, e providenciou o corte de cabelo e da barba do sem teto, para melhorar a fisionomia do homem sem teto, que obteve algum conforto, alegria e também a melhoria da autoestima.

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O homem está feliz e diz que, com as roupas novas e o cabelo aparado, ele sente que as pessoas que passam em frente à barraca se comportam de maneira mais amistosa: “Elas não sentem tanto medo, e a coisa só melhora quando conhecem a cachorra e a gatinha”.

Assim que recebeu as roupas novas (Nuñez também providenciou mantimentos e cobertores), Ramón agradeceu a gentileza e perguntou se também havia roupas para a cachorra. De acordo com o tutor, ela sente muito frio, especialmente quando a barraca precisa ser desmontada e a família é obrigada a se mudar para outra região. Nos dias seguintes, Nuñez providenciou um traje confortável e aconchegante para a peluda.

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Ramón é mais um dos milhares de habitantes da América Latina que vivem sem a dignidade de uma casa. As diferenças sociais obrigam muitos seres humanos a viverem em condições subumanas. Mesmo assim, ele diz ser feliz com as duas peludas: “Elas já me fizeram chorar de alegria muitas vezes”.

O sem teto está sobrevivendo há mais de 20 anos nas ruas. Por diversos motivos, a família o abandonou há muito tempo. As histórias são conhecidas: desemprego, doença, dependência de álcool, etc. Mesmo assim, Ramón conseguiu organizar uma família na rua, com parentes que o amam incondicionalmente.

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Na última publicação de Nuñez nas redes sociais, ele convocou a população de Bogotá a ajudar Ramón e todos os moradores de rua, bem como os seus animais de estimação. Ele também fez um apelo para que as autoridades municipais encontrem maneiras de acolher também os peludos nos albergues, especialmente nos meses mais frios do ano.

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