Quatro chihuahuas idosos escapam da eutanásia sendo adotados todos juntos

Eles escaparam do corredor da morte. Veja a história da adoção de quatro chihuahuas idosos.

A tutora de um cachorro idoso é a responsável pela vida de quatro chihuahuas – todos eles idosos e desdentados. Alguns com problemas sérios de saúde. Os cãezinhos foram resgatados pela TLC – Tiny Loving Canines (pequenos cães amorosos, em tradução livre) e escaparam da eutanásia.

Os cães idosos e doentes ocupam o fim da fila de espera pela adoção. Cansados, vagarosos e muitas vezes mal-humorados, eles são considerados “inúteis” e quase não há candidatos para recebê-los em casa.

Quatro chihuahuas idosos escapam da eutanásia sendo adotados todos juntos

Quatro chihuahuas idosos

Nos EUA, a legislação sobre saúde pública determina que animais de rua e mesmo aqueles que são entregues pelos antigos tutores, caso não encontrem novos lares definitivos, devem ser sacrificados. A preocupação principal é evitar a proliferação de zoonoses – doenças transmitidas aos humanos por outras espécies animais.

Em alguns Estados e municípios americanos, o abate dos cães e gatos indesejados pode ocorrer em até 72 horas do resgate. Os quatro chihuahuas estavam prestes a ser sacrificados quando foram salvos pela TLC.

Quatro chihuahuas idosos escapam da eutanásia sendo adotados todos juntos

A entidade, sediada no Condado de Ventura (sul da Califórnia), especializou-se no suporte a animais de pequeno porte e se esforça por resgatar, tratar e alocar animais de estimação em novos lares. Desde que foi fundada, a TLC já registra o encaminhamento de mais de 1.700 cães e gatos.

Julie Docherty, moradora de Los Angeles, distante cerca de 100 km de Oxnard, onde fica a sede da TLC, resolveu aproveitar um dia de sol para visitar o abrigo. Ela não estava especialmente interessada em adotar novos pets, mas é voluntária para divulgar os cães disponíveis na região.

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Julie já vivia com MoMo, um cãozinho de 11 anos à época, também da raça chihuahua. MoMo também foi resgatado de um abrigo e, quando foi necessário extrair um dos olhos do animal, a tutora percebeu as dificuldades para encaminhar os cachorros idosos.

A tutora afirmou ao The Dodo: “Aprendi algo novo durante o tratamento e a cirurgia. Percebi que esta categoria de cães é muito negligenciada. Também descobri que a adoção sênior era uma atividade ideal para mim”.

Durante essa visita à TLC, Julie conheceu os quatro chihuahuas idosos: Choli Churro, Paloma Linda, Benito e Lalo Flan. A idade dos peludos oscilava dos 13 aos 16 anos. A história dos animais era comovente.

Abandonados, salvos da injeção letal na reta final da fila no corredor da morte e totalmente desamparados, os chihuahuas não tinham muitas expectativas. Talvez eles já se sentissem compensados por viver no abrigo: um lar definitivo era um luxo que eles realmente não esperavam.

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Mas Julie resolveu que poderia levá-los para casa. Choli, Paloma, Benito e Lalo seriam excelentes companheiros para Momo, que, aos 11 anos, tornou-se o caçula de uma família numerosa, cheio de irmãos para cuidar dele.

Os cachorros não exigem muito. Basta um tempinho para o banho de sol diário, um passeio curto – eles não aguentam caminhar muito além da esquina –, as indispensáveis visitas ao veterinário, muito carinho e sonecas na maior parte do dia.

Depois de alguns anos de convivência, Julie está muito satisfeita com os chihuahuas idosos. Lalo Flan partiu em 2021 para o céu dos cachorros, mas os demais continuam ocupando o tempo da tutora, que se divide na satisfação das necessidades e desejos dos peludos.

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Ela contou que Benito e Paloma estão sempre próximos: eles são amigos especiais. Momo gosta de exclusividade e prefere ficar sozinho. A melhor parte do dia é o tempo que ele passa no colo de Julie. Choli é o mais extrovertido: gosta de todos que se aproximam e é o mais disposto para as brincadeiras.

Cada chihuahua exibe um temperamento próprio, gosta de coisas diferentes e também se relaciona com a mãe adotiva de uma forma única: isso os torna especiais e muito queridos. Três deles, poucos anos atrás, teriam sido sacrificados, “por impossibilidade de encaminhamento”.

A tutora, no entanto, não se considera uma heroína. Ela não acredita que “salvou os cachorros”, mas que todos na família se complementam. Esta é, talvez, a melhor recompensa: receber, a cada dia, pequenos gestos de carinho; distrair-se com brincadeiras quase imperceptíveis; acariciar um cachorro velhinho sabendo que pode ser o último gesto, mas ele é recíproco como todos os outros bons momentos.

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