Pet shop dá exemplo ao deixar água e ração para animais de rua

Um bom exemplo em Campo Grande: pet shop está comovendo muita gente por ajudar animais de rua.

Uma loja para artigos de animais de estimação situada no bairro Aero Rancho, na zona sul de Campo Grande, decidiu fazer a sua parte para amenizar o problema dos animais de rua. Os proprietários colocam água fresca e ração para cães e gatos na calçada em frente à pet shop e alimentam dezenas de animais todos os dias.

A boa ação foi registrada pelo internauta Márcio Selestino, que vive na capital sul-mato-grossense. O vídeo foi postado nas redes sociais, com elogios à iniciativa da pet shop. Milhares de usuários do Facebook e do Instagram reagiram imediatamente, apoiando a ideia.

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A repercussão

O autor do post escreveu:

“Quero aqui parabenizar o proprietário desta empresa, que fica na Rua da Divisão. Bom, a imagem fala por si. É muito bonito ver este gesto com animais de rua: colocar água e ração é um bom exemplo. Espero que outros comerciantes sigam o exemplo, pois os animais agradecem”.

Karla Azuaga foi uma das primeiras a comentar sobre o gesto da pet shop:

“Atitude honrosa, pois os bichinhos também sentem fome e eles não nasceram nas ruas. Um dia, eles também tiveram donos, que os abandonaram”.

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Em poucos minutos, dezenas de usuários das redes sociais relataram outros casos de lojas de Campo Grande – e não apenas pet shops – que fornecem água e ração para os cães e gatos abandonados nas ruas. Certamente, todos merecem destaque.

A página “Aonde ir em Campo Grande” também aprovou o fornecimento de água e ração para os animais de rua. A página funciona como um guia da cidade, mostrando pontos turísticos, estabelecimentos comerciais, serviços públicos, etc.

Como ajudar

Assim como esta pet shop de Campo Grande, diversos estabelecimentos e pessoas físicas, no Brasil e no mundo, desenvolvem alguma ação em favor dos gatos e cães de rua. Além de fornecer ração, há locais em que os animais podem descansar, brincar, etc.

E, como disse a internauta Karla, os animais não nascem nas ruas, apenas são jogados nelas, quando os tutores resolvem que não querem ou não podem mais ficar com eles. Todos podem ter boas razões, mas encontrar um novo lar ou entrar o pet em um abrigo seriam atitudes dignas.

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No Brasil, vivem quase 75 milhões de cães e gatos. Estima-se que 10% deles vivam nas ruas e 70% sejam semidomiciliados, ou seja, tenham uma casa, mas passam parte do dia fora dela, por falta de informação ou mesmo por negligência.

A melhor forma de ajudar um animal abandonado é tirá-lo da rua. Todos os que puderem devem adotar preferencialmente cães e gatos, sejam eles sem teto, sejam abrigados em asilos públicos e particulares.

Nem todos, porém, podem levar um pet para casa, em função das características da vida. Mesmo assim, é possível ajudá-los. Oferecer doações de alimentos e medicamentos para ONGs que promovem o bem-estar animal é uma possibilidade. Os donativos podem ser feitos online ou com uma breve visita aos canis e gatis.

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Visitar os abrigos é outra maneira. A maior parte dos animais abrigados passa quase o dia todo em gaiolas ou compartimentos apertados, por falta de quem supervisione brincadeiras e outras atividades. Passar uma tarde em um abrigo é uma forma divertida de lazer e faz muito bem à saúde emocional dos tutores.

Organizar comedouros e bebedouros também está ao alcance de quase todos. É preciso verificar possíveis impedimentos legais, mas basta instalar um tubo de PVC com água fresca e outro com comida e estão garantidas as refeições dos peludos.

O ideal é organizar grupos para instalar os comedouros e bebedouros. Os membros podem se revezar para repor a ração e a água, inspecionar os equipamentos e fazer eventuais reparos, etc. Dessa forma, os animais não ficam “a ver navios” caso eventualmente não seja possível levar a comida em um dia ou outro.

Mesmo atitudes simples podem ajudar. Quem navega pelas redes sociais pode compartilhar posts de instituições de abrigo e adoção de animais de rua. É importante fazer uma pesquisa básica preliminar, para certificar-se de que o local seja idôneo.

Vale o mesmo para anúncios de animais perdidos. Especialmente entre os cães, muitos escapam dos tutores durante as caminhadas diárias e não conseguem encontrar o caminho de volta para casa. Com um clique, o internauta aumenta as chances do reencontro.

Feiras de adoção de cães e gatos, campanhas de vacinação, esterilização ou arrecadação de fundos para o acolhimento dos animais de rua também merecem divulgação. Caso não seja possível colaborar, a promoção dos eventos ajuda a aumentar os valores obtidos.

Por fim, é possível partir para a adoção comunitária. Nesta modalidade, diversos vizinhos ou colegas de trabalho se responsabilizam por um ou mais animais de rua: providenciam alimentos, abrigo, brinquedos e, quando necessário, dividem as despesas com o veterinário.

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