Mulher faz tatuagem em memória do cachorro adotado

Cachorros ficam para sempre. Esta mulher fez uma tatuagem para homenagear o amigo.

Durante seis anos, a jovem Anna Halcin compartilhou a casa, a vida e os momentos felizes e tristes com Sebastian, um cachorro alegre que, nos altos e baixos da existência, nunca deixou de fazer a tutora sorrir.

Mulher faz tatuagem em memória do cachorro adotado

Sebastian e Anna se tornaram companheiros inseparáveis. “Ele era muito especial para mim e sempre será”, contou a tutora ao The Dodo. Anna completou: “Agora, todas as vezes que olho para baixo, é como se ele estivesse me abraçando”.

A tatuagem

O motivo para as lembranças frequentes é que Anna resolveu fazer uma tatuagem no braço esquerdo, com o rosto de Sebastian. É uma homenagem aos seis anos de convivência, marcados pela fidelidade, a camaradagem e a presença constante.

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ANNA HALCIN

A tutora contou que Sebastian aprendeu espontaneamente um gesto que sempre a emocionou: em determinadas ocasiões, o cachorro envolvia o braço de Anna com as patinhas, abraçando a amiga: “Ele sempre adorou abraçar o meu braço”, completa  a jovem.

Já foi dito que os cachorros morrem antes porque eles nascem sabendo amar, atitude que os humanos precisam aprender com o tempo e as experiências. Sebastian demonstrava o amor a qualquer momento, sem nenhum motivo especial.

Muitas vezes, Anna estava distraída, pensativa, preocupada com um problema a ser resolvido. Quando isso acontecia, o cachorro aproximava-se lentamente, não latia nem chamava para brincadeiras: apenas cruzava as patas no braço de Anna. O gesto era sempre carregado de muita emoção para a tutora.

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ANNA HALCIN

Há seis meses, no entanto, Sebastian se despediu e subiu para o céu dos cachorros. Ele desenvolveu insuficiência cardíaca e não resistiu. O peludo ainda não tinha completado sete anos. Mas, como diz Rita Lee, “não vou me importar se morrer do coração: é sinal que eu amei demais”.

O cachorro se despediu em outubro de 2021. Em março de 2022, Anna decidiu eternizá-lo em sua própria pele e fez a tatuagem. “Eu queria que ele estivesse sempre comigo, não importa o que acontecesse, e a tatuagem me pareceu perfeita”.

Entre as muitas fotos de Sebastian, a tutora escolheu uma em que o cachorro aparece na sua pose predileta: justamente a em que ele abraça o braço de Anna. O desenho mostra apenas as patinhas entrelaçadas, mas, para a tutora, é suficiente para garantir a homenagem e a memória do peludo.

A tatuagem é um tributo artístico ao amigo que sempre esteve ao lado de Anna. Assim como ele abraçava a tutora em vida, agora ele o faz em espírito, acredita a jovem. O projeto, a pesquisa das imagens e a produção do desenho na pele ajudaram Anna a superar o luto pela morte do cachorro.

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ANNA HALCIN

Sebastian foi embora, mas continua fazendo Anna sorrir, trazendo conforto nos momentos mais tristes ou simplesmente evocando lembranças divertidas da convivência entre os dois amigos. O cachorro continua fazendo o que sempre fez.

O luto

A tatuagem está fazendo bem não apenas a Anna. Milhares de internautas visualizaram as fotos do desenho de Sebastian no braço da tutora. O primeiro post, feito em 02.04.22, já foi curtido e compartilhado por quase 100 mil pessoas.

Muitos usuários do Facebook lembraram que também já tiveram de se despedir de algum peludo, que é sempre descrito como irmão, filho ou melhor amigo. Todos eles tiveram, assim como bilhões de outras pessoas, de superar a ausência e a tristeza.

A perda é realmente dolorosa. Algumas pessoas tentam superá-la observando fotos e vídeos, outras relembram episódios curiosos, engraçados e emocionantes da convivência. O importante é permitir-se sofrer, sentir a falta, passar alguns dias desmotivado, desatento, triste.

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Vivenciar o luto pela morte de um cachorro é uma atitude saudável. Não há nada de errado em experimentar a perda, sentir a solidão deixada por um amigo que estava sempre pronto, em qualquer momento e lugar.

Ao contrário, o luto é necessário para seguir em frente. Recalcar os sentimentos prejudica a saúde física e emocional. Para alguns tutores, pode ser necessário o apoio de um psicólogo. Outros superam esta fase com recordações, meditações e até orações.

Mais tarde, quando a tristeza se torna lembrança, uma das melhores homenagens que se pode fazer a um peludo falecido é escolher outro companheiro. Há milhares de cachorros esperando a oportunidade de um recomeço. Não se trata de substituir um amigo, mas de descobrir que, no coração, ainda existe espaço para novos relacionamentos.

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