Motorista de aplicativo adota cachorra que seria sacrificada: “Deus me deu essa oportunidade!”

Ao saber que a passageira estava levando a cachorra para ser sacrificada, o motorista resolveu adotá-la.

Era mais um dia nas ruas do Rio de Janeiro. O motorista de aplicativo Emerson Lima se preparou para atender a uma chamada, mas não imaginava o que estava por vir. Ao final daquela corrida, ele acabou adotando uma cachorra que seria sacrificada.

O pedido do carro era para uma passageira, que embarcou acompanhada por uma cachorra. Durante o trajeto, o motorista de aplicativo ficou sabendo que a mulher estava transportando a peluda para uma clínica, onde ela receberia uma injeção letal.

Motorista de aplicativo adota cachorra que seria sacrificada: "Deus me deu essa oportunidade!"

A corrida

A passageira embarcou no carro sem dar evidências de ansiedade ou tristeza. Emerson não sabia para onde a cachorra estava sendo levada, mas imaginou que seria uma consulta médica de rotina. O animal se comportou bem durante o projeto.

No meio da corrida, a mulher atendeu a uma ligação telefônica. Ouvindo a conversa, o motorista de aplicativo inicialmente não conseguiu entender muito bem o que estava acontecendo, até que ouviu a tutora dizer: “Eu estou decidida a fazer isso e não voltaria atrás por nada”.

Emerson continuou sem saber o que estava acontecendo, mas a passageira ligou em seguida para a irmã e repetiu a intenção: ela estava realmente decidida e aparentemente nenhum argumento poderia fazê-la mudar de ideia.

Neste segundo telefonema, o motorista de aplicativo conseguiu entender melhor do que se tratava. Ele ouviu a mulher comentando sobre eutanásia, uma injeção letal para “dar um fim na cachorra”.

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Não se pode dizer que a passageira quisesse apenas se livrar da cachorra. Ainda de acordo com a metade da conversa que o motorista conseguia aprender, ele tomou ciência de que a peluda estava seriamente doente.

A tutora tinha levado a cachorra ao veterinário, que partilhou as suas suspeitas sobre uma doença grave e delicada. O animal precisaria ser submetido a uma cirurgia, ao custo de R$ 5.000, além dos exames necessários, que acrescentariam R$ 1.000 à conta.

A passageira deixou claro à interlocutora que não tinha dinheiro para arcar com as despesas. A solução, portanto, seria sacrificar a cachorra, para impedir que ela continuasse sofrendo, talvez até a morte.

Emerson descobriu, ao ouvir parte das duas chamadas telefônicas, que os interlocutores da passageira estavam tentando dissuadi-la: seria possível fazer uma coleta entre amigos, ou até uma vaquinha eletrônica para custear o tratamento.

Além disso, havia outro argumento: seria necessário ouvir a opinião de outros especialistas, para certificar-se da real necessidade da cirurgia. Talvez fosse possível tratar a cachorra com medicamentos, exercício e mudanças na dieta.

A passageira, no entanto, parecia estar firmemente decidida em sacrificar o animal “para acabar com aquilo de uma vez por todas”. O motorista de aplicativo, então, resolveu intervir e fez uma proposta para a tutora.

Emerson perguntou se poderia ficar com a cachorrinha. Ele tem alguns clientes que são veterinários e garantiu que encontraria uma forma de garantir o tratamento. A passageira ficou pensativa por alguns instantes.

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Rapidamente, no entanto, a tutora resolveu aceitar a proposta de Emerson, que conta o desfecho:

“Dei meia-volta com o carro, fomos para Copacabana, ela me entregou um pacote de ração e algumas vasilhas. Eu agradeci e fui embora. A tutora nem sequer se despediu da cachorra”.

Na sequência, o motorista de aplicativo fez algumas ligações para amigos, para decidir o que fazer em relação ao estado de saúde da cachorra. Rapidamente, Emerson localizou um veterinário que se dispôs a examinar a peluda.

A cachorra foi submetida a avaliação clínica e a alguns exames de imagem, que constataram a presença de um nódulo de dois centímetros no ovário. Esta é uma condição relativamente frequente entre cadelas não castradas.

Emerson já deixou a cachorra internada na clínica. A cirurgia custou R$ 600 e os exames, R$ 120. A eutanásia, com aplicação de injeção letal, custaria R$ 500, além do valor necessário para o enterro ou incineração do corpo.

Em poucos dias, a cachorra recebeu alta hospitalar e foi levada diretamente à casa de Emerson. Ela recebeu um nome muito apropriado: Vida. O tutor orgulhoso declarou à reportagem local que, agora, só quer que Vida tenha muito amor e uma vida tranquila.

Ele concluiu: “Quando nos esforçamos um pouco, conseguimos mudar a realidade das pessoas e também dos animais. Hoje eu constatei mais uma vez que o que importa não é o que você mostra para os outros, mas o que você leva no coração”.

Vida está se recuperando e, em pouco tempo, será uma excelente parceria para Emerson e a família. A antiga tutora tem apenas a lamentar: perdeu uma amiga incondicional, apenas por não ter tempo nem paciência para “fazer a coisa certa”.

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