Idoso visita canil e acaba adotando uma cachorra que esperava há 4 anos

Um idoso de 90 anos visitou um canil na cidade vizinha e adotou uma cachorra que esperava um lar.

João Reinato é um idoso de 90 anos que vive em Dois Córregos (SP), em uma chácara próxima ao centro da cidade. Ele sempre foi apaixonado por animais e, por isso, convidou o filho para juntos fazerem uma visita a um canil de Jaú, distante apenas 28 km.

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Foto: João Aparecido dos Santos Reinato | Arquivo pessoal

Era para ser apenas uma visita, mas, no Canil Municipal, João avistou uma cachorrinha e foi amor à primeira vista. O idoso já vivia com uma cadela – Pipoca –, mas não resistiu e acabou adotando Mila, que estava havia quatro anos esperando a oportunidade de um novo lar.

A visita

João Reinato pretendia apenas distrair-se em um domingo, visitando o abrigo, que mantém cerca de 150 cães – na maioria, disponíveis para adoção. Ele teve a companhia do filho João Aparecido dos Santos Reinato, de 65 anos.

Faz parte da rotina do idoso as visitas ao Canil Municipal. Ele se diverte com os cachorros abrigados e sempre se emociona com as suas histórias. Mas uma agradável surpresa estava reservada para João naquela tarde.

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Seu João e o filho | Arquivo pessoal

Percorrendo as alamedas da área externa do canil, onde os animais saudáveis brincam no gramado, o idoso encontrou uma cachorrinha muito simpática e ficou impressionado com a docilidade e inteligência do animal.

O filho de João Reinato contou à imprensa local que “foi uma espécie de amor à primeira vista. Enquanto ele tentava atrair a cachorra, ela olhava para ele com carinho”. Mila e João, ao que tudo indica, foram feitos um para o outro.

A cachorra já estava no canil há quatro anos. Ela foi encontrada nas ruas e ninguém se interessou pela adoção. Por isso, a proximidade entre o idoso e a peluda atraiu a atenção dos funcionários, que se impressionaram com a “conexão” da dupla.

Eles pareciam predestinados a viver juntos. João chamava a cachorra e ela atendia como se fossem velhos amigos, já acostumados à convivência. Os dois se conheceram e tudo mudou: eles estavam esperando esse encontro.

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Mila – Arquivo pessoal

Apesar de o idoso ser um frequentador habitual do canil, ele nunca tinha se deparado com a cachorra – uma vira-lata caramelo, características que a tornam ainda mais adorável. Não é preciso ter muita imaginação para descobrir o final da história.

Mila voltou com João para dois Córregos. Ela estava pronta para a nova etapa: uma vida na chácara, um ambiente puro e arejado, cheio de coisas para descobrir. Ela ganhou ainda a companhia de Pipoca.

De acordo com a descrição do filho do idoso, Pipoca é “uma cachorra muito mal-humorada, que só se dá bem com o meu pai e, agora, com Mila”. O novo membro da família é mais gentil e cuidadoso, mas Pipoca, nas brincadeiras, já chegou a arrancar o aparelho para surdez do tutor.

João Reinato é portador de deficiência auditiva, agravada por conta da idade avançada. Mila e Pipoca se tornaram os ouvidos do idoso. São elas que indicam quando tem alguém se aproximando ou quando alguma coisa está errada. Elas avisam, por exemplo, quando vai chover ou quando algumas aves escapam do galinheiro.

Mila está perfeitamente adaptada à vida no campo. Para quem ficou quatro anos passando a maior parte do tempo presa em baias, sem interagir com humanos de maneira adequada, a cachorra está integrada na nova vida com João e Pipoca.

Motivos para adotar

Assim como João, que encontrou novas razões para viver ao trazer uma cachorra abandonada para casa, praticamente qualquer pessoa pode se beneficiar com a adoção de um cão ou gato. Os cães se prestam às mais diversas atividades e existem animais que cabem em qualquer cantinho.

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Foto: João Aparecido dos Santos Reinato | Arquivo pessoal

Adotar é uma forma de trazer novos conceitos para o dia a dia. Um cachorro adotado será sempre grato e não se cansará de demonstrar isso. A gratidão é um valor que merece ser cultivado (ou despertado) inclusive em favor do nosso bem-estar emocional.

“Uma andorinha não faz verão”, mas quem adota um cachorro ou gato diminui o número de animais vivendo nas ruas e em abrigos. É apenas um grão de areia, mas é preciso lembrar que os desertos e praias são feitos com esse material.

Diminuir a população de animais de rua significa não apenas favorecer as condições de bem-estar de um peludo, garantindo a ele uma vida digna. A medida ajuda a melhorar a saúde pública, assim como a segurança.

Um animal em casa é sinônimo de alegria. Cães e gatos são amorosos e divertidos. Alguns são mais brincalhões, afetuosos e inteligentes do que outros, mas todos mudam a rotina para melhor. Adotar é uma forma de ressignificar a vida.

Por fim, adotar um cão adulto elimina as surpresas. Especialmente entre os vira-latas, nunca se sabe o porte que um filhote terá quando for adulto. Ao receber um animal já desenvolvido fisicamente, é possível conhecer, além do porte, também o comportamento, a índole, etc.

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