Cães-guia visitando a Disneylândia é a coisa mais maravilhosa que já viu

Um grupo de cães de serviço tiveram um dia diferente: eles foram à Disneylândia.

Quem observa o trabalho dos cães-guia, responsáveis por acompanhar pessoas com deficiências físicas ou transtornos emocionais, não consegue imaginar o esforço desses peludos. Felizmente, o reconhecimento sempre vem. Prova disso é que um grupo de cães de serviço ganhou um prêmio especial: eles visitaram a Disneylândia.

A Disneylândia é o primeiro dos parques da Disney. Ela foi inaugurada em 1955, pelo próprio Walt Disney (o criador do Mickey & cia.), em Anaheim, a 40 km de Los Angeles, na Califórnia (costa oeste dos EUA).

O slogan do parque de diversões é: “O lugar mais feliz da Terra”. São duas áreas temáticas: Disneyland e California Adventure. Apesar de bem menor do que o Disneyworld (instalado em Orlando, Flórida, um destino turístico bem conhecido dos brasileiros), a Disneylândia é o sonho de muitas crianças – e adultos também.

Os cães-guia que ganharam a viagem provaram que a visita também faz parte dos sonhos caninos. Eles se divertiram nas atrações do parque, com direito a fotos com a Minie e o Mickey. Os cachorros ganharam orelhas dos mais famosos camundongos do mundo.

O objetivo

Para os cães-guia, a visita à Disneylândia foi apenas um passeio cheio de diversão e descontração. Eles merecem: afinal, no dia a dia, eles trabalham duro conduzindo deficientes visuais ou garantindo a segurança e equilíbrio de pessoas com síndrome do pânico e de ansiedade.

Mas, certamente, houve um motivo maior para a visita: promover o trabalho desenvolvido pelo Canine Companions for Independence (companheiros caninos para a independência), a primeira instituição de treinamento de cachorros para servirem de guia.

O Canine Companions for Independence foi fundado em 1975, por Bonnie Bergin, em Santa Rosa, na Califórnia. Trata-se do primeiro projeto para treinamento de cachorros como acompanhantes de portadores de deficiências.

A fundadora tinha visitado alguns países da Ásia e conhecido o serviço de acompanhamento na Índia, Nepal e Butão, onde são usados burros como guias. Bergin imaginou que cães poderiam fazer o mesmo trabalho nos EUA

Cães-guia já eram empregados nos EUA desde a década de 1920, mas não havia um programa especial de adestramento para eles, o que gerava alguns incidentes. O trabalho de Bergin proporcionou a criação de uma metodologia especial, tornando o serviço seguro, agradável e prazeroso, tanto para os animais, quanto para os tutores.

Além do adestramento inicial, o Canine Companions for Independence presta suporte contínuo aos cães e aos seus tutores. Estima-se que o investimento em cada animal seja de US$ 50 mil e a instituição sem fins lucrativos treina cerca de dois mil guias por ano.

O passeio

Os cães saíram da sede do Canine Companions for Independence, em Santa Rosa e embarcaram com destino a Anaheim, a 730 km de distância, a bordo de uma van: a diversão teve início logo depois do embarque.

Os cachorros de trabalho costumam ser extremamente empenhados nas atividades que executam, mas sabem muito bem o significado de “dia de folga”. Sem nenhum compromisso agendado, eles brincam, correm, pulam e exploram o ambiente como qualquer outro peludo – talvez até um pouco mais.

A visita à Disneylândia foi acompanhada pela fotógrafa Laura Allen, que registrou a diversão em centenas de imagens, postadas nas páginas sociais da entidade que treina os peludos, curtidas e compartilhadas por dezenas de milhares de internautas. Na semana do passeio, mais de cinco milhões de pessoas visualizaram as fotos e vídeos.

No total, quatro cães-guia foram levados à Disneylândia: três retrievers do Labrador (um preto e dois amarelos) e um golden retriever. Todos eles posaram para as fotos ao lado de personagens como o Pato Donald, Margarida, Tio Patinhas e os esquilos Tico e Teco.

Os peludos tiveram o acesso franqueado inclusive a alguns equipamentos do parque de diversões. Eles embarcaram nas xícaras giratórias da festa do chá de “Alice no País das Maravilhas” e viajaram no teleférico ao lado de personagens da turma do Ursinho Pooh.

Naturalmente, a preferência dos cães-guia recaiu sobre o Pluto e o Pateta, que também são cachorros. Além das brincadeiras e explorações, os animais do Canine Companions for Independence ganharam bichos de pelúcia e um lanche especial, preparado com petiscos saudáveis (para cachorros).

As imagens mostram a alegria dos cães-guia, que tiveram um dia diferente da rotina de treinamentos. A qualificação destes animais tem início quando eles ainda são filhotes – são selecionados os mais tranquilos da ninhada – e continua até que eles completem um ano.

Em seguida, eles ainda precisam passar por uma espécie de estágio probatório, convivendo por seis meses com um portador de deficiência já adaptado a cães-guia. Os aprovados são encaminhados, na sequência, a novos tutores, com quem permanecem durante toda a vida.

Com tanto trabalho, estes cães merecem um dia de folga e, se for um passeio para um dos parques mais desejados do mundo, a brincadeira fica ainda melhor. Enquanto eles se divertem, aproveitam para divulgar o trabalho dos treinadores de cães-guia.

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