Cachorro salva casal de idosos em incêndio

Bob se tornou um cachorro herói após salvar a vida de um casal de idosos durante incêndio.

Um casal de idosos escapou sem ferimentos de um incêndio, graças aos latidos insistentes de Bob, um cachorro sem raça definida. O fato ocorreu em Feira de Santana, a maior cidade do interior da Bahia, no centro-norte do Estado, a 100 km de Salvador.

O incêndio aconteceu de madrugada de 09.05.22 e o Corpo de Bombeiros local ainda não conseguiu definir as causas. As chamas tiveram início no quarto do casal, que foi despertado – e salvo – pelos latidos do cachorro. Bob, um vira-lata caramelo também idoso, está sendo aclamado como herói na cidade.

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Casal de idosos salvo – Foto: Felipe Pereira/TV Subaé

O fogo

Bob é o cachorro de Aline Lustoza, de 82 anos, e de Ivaldo Ferreira Lustoza, de 86 anos. Na casa, vive também a acompanhante de idosos Luciene, que cuida do casal, especialmente do Sr. Ivaldo, que é portador do mal de Alzheimer.

D. Aline contou à imprensa local que ela e o marido estavam dormindo no quarto. O ventilador estava ligado, para atenuar o calor – o clima em Feira de Santana é quente e úmido durante quase o ano todo.

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O herói – Foto: Felipe Pereira/TV Subaé

Ainda de acordo com a idosa, houve um curto-circuito na tomada em que o eletrodoméstico estava ligado. Ela contou aos repórteres sobre o salvamento: Bob foi um herói. Eu estava dormindo de sono solto, a tomada do ventilador estourou e pegou fogo”.

O casal ainda continuou dormindo. Bob acordou rapidamente, percebeu a fumaça e o cheiro, começou a latir e foi ao quarto de Luciene, com um pedaço de pano na boca – ele costuma carregar o pano pela casa quando quer brincar.

Por causa do horário, a cuidadora rapidamente percebeu que alguma coisa devia estar errada e correu para o dormitório do casal. A ação do cachorro foi fundamental para evitar danos maiores. A tutora de Bob explicou como aconteceu o salvamento:

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Casa destruída – Foto: Felipe Pereira/TV Subaé

“Ele [Bob] pegou este pano, que estava com fogo, e foi chamar a enfermeira. Aí ele correu de volta para o meu quarto, ela veio atrás e viu o ventilador.”

Luciene ainda tentou apagar o fogo com água, procedimento contraindicado pelos bombeiros, uma vez que a água é um condutor natural de eletricidade (quando possível, o incêndio deve ser controlado com cobertores ou roupas pesadas).

Por fim, a cuidadora tomou o idoso nos braços e deixou a casa, acompanhada por D. Aline. Nenhum dos três humanos nem o cachorro tiveram ferimentos nem inalaram muita fumaça, mas a casa ficou seriamente comprometida.

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Foto: Felipe Pereira/TV Subaé

A ocorrência foi encerrada no início da manhã. Luciene e o par de idosos foram abrigados na casa de Ivaline, uma das filhas do casal. O incêndio começou por volta das 2h e as operações de rescaldo foram encerradas por volta das 5h30min.

O que restou do imóvel de D. Aline e do Sr. Ivaldo terá de ser demolido, mas a família está feliz por todos terem se salvado do incêndio – e muita orgulhosa da atitude de Bob, o cachorro herói de Feira de Santana.

Ivaline aproveitou o interesse da imprensa pelo caso para declarar o sentimento que a família Feitoza tem pelo cachorro. Ela disse que todos serão sempre gratos pelo gesto de Bob:

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A casa teve que ser interditada – Foto: Felipe Pereira/TV Subaé

“Bob representa muito para a gente. Do nada, acabou tudo, mas meus pais estão bem, graças a Deus. Eles estão na minha casa. Bob era da minha irmã, e agora é da minha mãe”, completou a filha do casal.

O instinto de proteção

Guardar e proteger são atitudes instintivas entre os cães. Eles sabem que o bem-estar da matilha depende do bem-estar individual de cada membro do grupo. Além disto, estar próximo ao tutor é uma referência para os peludos.

O desejo de proteger os tutores é inerente aos cachorros. Apesar de algumas raças caninas serem mais defensoras e guardiãs, todos os cães, independente do tamanho, sexo e idade, dedicam boa parte do tempo para garantir a segurança e bem-estar da família.

Os cães mais independentes e teimosos estão justamente entre as raças que foram isoladas, por um motivo qualquer, pelos humanos. O akita inu, considerado mal-humorado e insistente, foi desenvolvido para proteger, sozinho, rebanhos inteiros. Os ancestrais passavam dias sem interagir com humanos.

A proteção se mostra com contornos ainda mais definidos em relação aos parentes mais frágeis e indefesos – ou assim considerados pelos cachorros, que são especialmente dedicados às crianças e bebês, por exemplo.

O instinto também se revela quando alguém da família está doente e precisa de cuidados especiais, mas pode ser observado em gestos simples, como acordar de madrugada todas as vezes em que um dos tutores vai à cozinha ou ao banheiro.

Via: g1.globo.com

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