Cachorro fica muito feliz depois de doar sangue e ajudar a salvar vidas

Eles também doam sangue e o sorriso deste cachorro mostra que está feliz em ajudar a salvar vidas.

A técnica veterinária Jennifer Fowler vive em Colúmbia (Carolina do Sul, sudeste dos EUA). Há alguns anos, ela faz parte do grupo Dogspotting Society e uma das suas publicações chamou a atenção dos internautas: um cachorro doando sangue, ao lado da bolsa recém-colhida. Pelo sorriso do peludo, pode-se notar que ele está feliz da vida com o gesto de solidariedade.

Jax, a mascote de Jennifer, vive com a família há quatro anos. Outro animal foi internado na clínica em que a tutora trabalha (Shandon Wood Animal Clinic) e precisava da transfusão de sangue. O cachorro se “voluntariou” e ajudou a salvar uma vida.

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INSTAGRAM/ JAXANDTITUS

A transfusão

Doar sangue deveria ser uma atitude corriqueira para todas as pessoas saudáveis – aí incluídos cães e gatos. O que se observa, no entanto, é que os bancos de sangue estão sempre com os estoques perigosamente baixos, especialmente em algumas épocas do ano, como os feriados e as férias de verão.

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Por isso, o gesto de Jax é extremamente simbólico. A publicação de Jennifer foi curtida por 45 mil pessoas, recebeu 1.500 comentários e foi compartilhada 14 mil vezes, colaborando bastante para a divulgação e incentivo a novos doadores.

Jennifer fez questão de anotar que Jax se comportou muito bem enquanto estava doando sangue. Ele não ficou muito apavorado, nem tentou escapar dos equipamentos. Efetivamente, a foto do cachorro sorridente é o melhor depoimento que poderia ser obtido.

Os internautas não se cansaram de enviar felicitações, beijos, abraços e tapinhas nas costas de Jax. A tutora ficou orgulhosa e respondeu: “Ele é o cachorro mais gosto de todo o dogverse”. Como recompensa, o peludo ganhou alguns brinquedos na clínica, mas o prêmio maior certamente é ajudar um ser em dificuldade.

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Doações caninas

Não apenas os cães, mas também os gatos podem se tornar doadores de sangue. A maioria das clínicas veterinárias brasileiras conta com os equipamentos necessários para colher e estocar o material, que é empregado em cirurgias e correções de traumas.

A maioria dos pacientes é composta por filhotes, animais jovens e adultos, envolvidos em acidentes. A transfusão de sangue também é usada como terapia auxiliar no tratamento de anemias, doenças renais e alguns tipos de câncer.

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Para que os pets se tornem doadores, eles precisam cumprir alguns requisitos. No caso dos cães, a avaliação é composta por:

  • check-up completo – os candidatos precisam estar em boas condições de saúde;
  • ter entre um e oito anos;
  • estar com a vacinação e vermifugação em dia;
  • estar livre de ectoparasitas (pulgas, carrapatos, etc.);
  • não ser portador de doenças infecciosas;
  • não ter histórico de doenças graves;
  • estar em jejum de sólidos (entre seis e oito horas);
  • no caso das fêmeas, não estar prenha, lactante nem no cio.

Apenas cães de porte médio e grande (acima dos 25 kg) podem doar sangue. No caso dos gatos, os requisitos são os mesmos e eles devem ter pelo menos 4 kg. O ideal é que os candidatos a doadores não tenham acesso às ruas sem supervisão dos tutores.

Preferencialmente, os doadores devem ser animais dóceis. Eles também não podem ser usuários de medicamentos contínuos, ter passado por transfusões e cirurgias recentemente. O check-up anterior à doação é uma forma de acompanhar a saúde dos peludos.

O procedimento é simples e praticamente indolor – os cachorros sentem apenas a picada da agulha. Não existe nenhuma possibilidade de o animal contrair alguma doença em caso de doação; o material colhido, por outro lado, é submetido a uma série de exames de laboratório para garantir a qualidade.

Os cachorros e gatos doadores de sangue se submetem ao procedimento acordados e conscientes: eles não são sedados durante a coleta do material e estão prontos a voltar para casa em poucos instantes. Uma nova doação pode ser realizada três ou quatro semanas depois.

No total, são retirados entre 13 e 17 ml/kg de peso corporal dos cachorros doadores. Os gatos doam um pouco menos: entre 11 e 13 ml/kg de peso corporal e os intervalos precisam ser maiores, a cada dois ou três meses.

Os gatos têm três tipos de sangue: A (o mais comum), B e AB (o mais raro). Os cachorros apresentam oito tipos, do DEA 1 ao DEA 8, mas ainda não há antissoros para os tipos DEA 6 e DEA 8, que ainda são pouco estudados. Não existem “doadores universais” entre os cachorros e gatos.

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