Cachorro entra em escola e assiste a aula de química em BH

Ele seguiu um aluno, entrou na sala e assistiu a parte da aula. Parece que o cachorro gosta de química.

Um fato curioso aconteceu em Belo Horizonte: um cachorro sem raça definida seguiu um estudante quando ele entrou na escola, dirigiu-se a uma das salas de aulas e comportou-se muito bem enquanto o professor de química discorria sobre a matéria do dia.

Cachorros que vivem nas ruas costumam entrar em qualquer lugar que lhes dê acesso, mas o que chamou a atenção, neste caso, foi o bom comportamento do peludo. Estudantes filmaram o cachorro durante a aula de química, que acabou caindo nas graças dos internautas.

Cachorro em sala de aula

O episódio aconteceu na Escola Estadual Três Poderes, situada no bairro de Itapoã, na região da Pampulha da capital de Minas Gerais. Gabriel Dias, um aluno do 3º ano do Ensino Médio estava chegando para as aulas do dia, quando um cachorro vira-lata o acompanhou até a escola.

O peludo entrou na escola naturalmente, como se fizesse parte da rotina. Os alunos acreditam que ele tenha se aproximado no momento da abertura dos portões, quando muita gente entra na escola, e isso dificultou a atenção do porteiro da escola, que não percebeu a “invasão”.

O animal obteve acesso fácil aos corredores e às salas e acabou assistindo a alguns minutos de uma aula de química: para surpresa dos alunos e do professor, ele não fez bagunça nem tentou explorar o ambiente.

Uma das alunas da turma, Gabrielly Vitória Claudina, de 17 anos, filmou os momentos que o cachorro passou na sala de aula. A estudante contou que o cachorro se aproximou dela, provavelmente atraído pelo cheiro dos cachorros que vivem com ela.

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As imagens, obtidas com o celular da jovem, foram publicadas nas redes sociais, juntamente com um relato da adolescente, e atingiram alguns milhares de internautas, que se encantaram com a atitude do peludo.

Na sala de aula, no entanto, o encanto foi ainda maior. Bem humorado, o professor de química interrompeu as explicações e, dirigindo-se a um visitante postado junto à porta, disse apenas: “Pode entrar, amiguinho”.

Os alunos não entenderam imediatamente o que estava acontecendo. Então, um cachorro preto de médio porte, sem raça definida, entrou na sala de aula. Ele chegou a se acomodar em uma das carteiras e permaneceu com os “colegas” durante cinco minutos.

Depois disso, ainda de acordo com os comentários feitos pela adolescente, o cachorro parece ter se cansado – talvez ele já conhecesse o conteúdo da aula – e foi procurar novidades em outras áreas da escola.

A visita continuou

O cachorro continuou tranquilamente o seu passeio pela escola. Ele ainda entrou em outras salas de aulas e interagiu com professores, funcionários e estudantes. Não faltou quem arranjasse petiscos e água fresca para o visitante.

O adolescente que franqueou o acesso do cachorro à escola disse nas redes sociais – e, mais tarde, também à imprensa local –, que o cachorro o tinha seguido desde a rua. Gabriel explicou a procedência do peludo.

“Ele vive na rua da casa da minha avó. Comecei a dar água para ele uma semana antes. Ontem, quando estava indo para a escola de bicicleta, ele começou a me seguir. Achei que ele iria embora, mas ele resolveu entrar na escola também.”

Depois que o cachorro, que foi batizado como Rex de Mil, circulou pelos corredores e pelo pátio, uma funcionária o conduziu até o portão da escola. Rex não foi mais visto desde então. Mas Gabriel garante que “com certeza, ele vai voltar: ele sempre volta”.

Cães comunitários

A escola de Belo Horizonte deveria aproveitar o momento para ensinar aos alunos a importância dos cuidados adequados aos animais de estimação. É possível fazer uma campanha para encontrar um lar definitivo para Rex de Mil, incentivando ao mesmo tempo os alunos a desenvolverem o senso de responsabilidade.

Outra possibilidade seria transformar Rex em um cão comunitário. Ele não precisa viver no ambiente interno da escola – mesmo porque as regras sanitárias impedem o contato constante e indiscriminado com crianças e adolescentes – mas pode ser alimentado, receber água fresca e até mesmo ter uma casinha montada na calçada em frente à escola.

Rex é, no dizer dos adestradores, um “bom menino”. Ele já mostrou a índole pacífica e ordeira: não avançou sobre os alunos nem tumultuou as atividades. Ele, e todos os cachorros que vivem nas ruas, merecem ter um lar para chamar de seu.

Veja o vídeo:

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