Cachorrinho fica bravo e não deixa tutora atender celular enquanto dirige

Este cachorro fica bravo sempre que a tutora tenta atender o celular no carro.

Regras são regras e este cachorro parece conhecer muito bem as leis de trânsito do país em que vive. Ele não permite que a tutora se distraia enquanto dirige, voltando a atenção para atender o celular.

Nós, humanos, temos uma tendência a “relativizar” as normas e legislações. “São só cinco minutos”, “Vou apenas conferir uma mensagem de texto”, “Eu estava com pressa e não vinha nenhum carro na transversal”, por exemplo, são justificativas comuns que usamos para parar em local proibido, manusear o telefone enquanto estamos dirigindo e avançar o sinal de trânsito.

Cachorrinho fica bravo e não deixa tutora atender celular enquanto dirige

Os cachorros, no entanto, possuem uma opinião diferente sobre as normas. Quando eles assimilam uma regra, ela passa a valer sempre, independente da situação. O peludo deste vídeo, por exemplo, não gosta nem um pouco de ver a tutora distraindo a atenção do volante, para atender o celular.

O vídeo

O cachorro mostra que é um excelente copiloto. Instalado no banco do carona, ele impede que a tutora aproxime a mão do celular enquanto o carro está em movimento. Ele chega a colocar a pata sobre o braço da “melhor amiga”, para mostrar que o que ela está fazendo está errado.

O vídeo dura poucos segundos, mas é tempo suficiente para demonstrar que o cachorro respeita as regras de cidadania. Aquele “minutinho” de desatenção pode gerar consequências graves e ele não pretende que a tutora se envolva em um acidente.

Cachorrinho fica bravo e não deixa tutora atender celular enquanto dirige

Nas imagens, fica claro quem está cuidando de quem. A tutora, ao atender o celular, coloca em risco não apenas a segurança própria, mas também a do cachorro (que está no lugar errado – mais uma infração) e de todos os motoristas e passageiros próximos.

Em tempo: os cachorros não devem viajar no banco do carona. Os pequenos precisam ser transportados em gaiolas apropriadas e os maiores, com cintos de segurança adaptados e acoplados aos cintos do banco traseiro.

O cachorro do vídeo, que parece ser um pitbull, mostra conhecer muito bem os perigos a que a tutora está expondo a família e não pretende ser “cúmplice” dos malfeitos. Ele coloca a pata sobre a mão da tutora, em sinal de advertência.

Cachorrinho fica bravo e não deixa tutora atender celular enquanto dirige

Fica bastante claro quem é o responsável a bordo deste carro. Os gestos do cachorro são equivalentes a dizer: “Nada de usar o celular enquanto dirige, moça”. A tutora ainda tenta argumentar, afirmando que vai ver apenas uma mensagem, mas o peludo não parece estar disposto a fazer concessões.

O responsável pela filmagem, que permaneceu incógnito, chega a rir da situação, mas o cachorro está muito compenetrado em suas funções de guardar e proteger a família. O vídeo foi feito no Canadá, mas nem o peludo, nem a motorista foram identificados.

Erros e consequências

Os impactos de usar o celular enquanto dirige são bem conhecidos e já foram estudados em diversos países. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o hábito aumenta em até 400% os riscos de se envolver em um acidente.

O desenvolvimento da tecnologia deveria facilitar as nossas vidas, mas o “jeitinho” – que, pelo visto, não é apenas brasileiro – acaba prejudicando e colocando em risco a saúde e a integridade dos seres humanos e de outros animais que viajam em carros.

Segundo a Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), o uso de celulares ao volante já é a terceira causa de mortes de trânsito no país. O mau costume fica atrás apenas do uso de álcool antes de dirigir e do excesso de velocidade.

O estudo da OMS mostra que falar ao celular (ou apenas manusear o aparelho) reduz os tempos de reação dos motoristas – especialmente a frenagem, mas também afeta a rapidez da percepção dos sinais de trânsito.

O período de reação dos condutores, quando estes estão ocupados enviando uma mensagem, é retardado em 35%, de acordo com estudo da RAC Foundation, instituição britânica de pesquisas sobre políticas de transportes. Apenas para comparação, esse período de reação, no caso de uso de álcool, é de 12%.

Além dos riscos para os condutores, passageiros, motoristas de outros automóveis e pedestres, no Brasil, falar ao telefone celular é considerado uma infração gravíssima, que implica multa e anotação de sete pontos na CNH.

A multa é aplicada mesmo em casos de carros parados no sinal vermelho. Se outros argumentos não são suficientes para convencer os maus motoristas, os prejuízos financeiros certamente conseguem reduzir as barbeiragens no trânsito, mesmo para que não tem um copiloto tão eficiente quanto o cachorro do vídeo.

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