Cachorra protege corpo de amigo que morreu na rua

A imagem foi compartilhada nas redes sociais: uma cachorra fez questão de cuidar do corpo do amigo.

Todos nós sabemos que os cachorros são amigos fiéis e dedicados. A lealdade não se restringe apenas às relações com humanos: esta peluda ficou ao lado do corpo do amigo que morreu na rua, em uma atitude de respeito e solidariedade.

As imagens foram registradas em Reynosa, cidade no nordeste do México, já na divisa com o Texas (EUA). A internauta Abi Vásquez fotografou a cachorra velando o corpo do amigo que morreu na rua e postou na sua página no Facebook.

Cachorra protege corpo de amigo que morreu na rua

A repercussão

Milhares de usuários da rede social curtiram e compartilharam as fotos. Mesmo sob forte calor, a cachorra não se afastou do parceiro falecido. Ela também não queria que ninguém se aproximasse do corpo, que ficou durante horas na calçada.

As imagens viralizaram rapidamente e foi graças a elas que o tutor do cachorro morto pôde ser localizado. O corpo foi encontrado em uma esquina movimentada de Reynosa, entre as ruas Puerta de Avellano e Puerta de Ciprés.

Nos comentários, muitos usuários do Facebook se mostraram comovidos com a cena. Os internautas deixaram registrada a sua compaixão:

“E tem gente que pensa que eles não têm sentimentos.”

“Eles são mais gratos do que nós, humanos.”

“É preciso ter mais empatia com quem só sabe dar amor e lealdade.”

“É triste ver que, do seu jeito, a cachorra estava pedindo ajuda.”

“Que dor ver estes dois cachorrinhos.”

Aparentemente, os dois cachorros tinham um tutor, mas permaneciam parte do tempo na rua, sem supervisão de um humano. Depois de milhões de curtidas e comentários, Abi Vásquez postou uma atualização:

“Muito obrigada a todos que compartilharam. Os cães já foram entregues ao tutor. Para esclarecer, eu tentei ajudá-los, mas a cachorra não me deixou chegar perto do amigo morto. Ela atirou-se ao corpo, protegendo, e eu não pude fazer mais nada.”

Cachorros sentem a morte?

Assim como nós, os cachorros sentem a morte e lamentam a ausência dos parceiros caninos e humanos. Os sentimentos variam de animal para animal e eles esquecem os companheiros mortos depois de algum tempo.

Mesmo assim, no intervalo entre o desaparecimento dos amigos e a superação do luto, os cachorros dão sinais de que conseguem entender a morte e podem sofrer bastante com a falta que sentem dos parceiros.

Existem milhares de histórias sobre cães que demonstraram a dor da perda – em hospitais e velórios. Um dos casos mais conhecidos é o do cachorro japonês Hachiko, que continuou a esperar o tutor falecido em uma estação de trem durante mais de nove anos.

O tutor de Hachiko tomava o trem todos os dias para trabalhar e o cachorro o acompanhava de manhã e voltava à estação no final da tarde, para recepcioná-lo. Quando o humano sofreu um infarto, este cachorro japonês permaneceu fiel, tentando reencontrá-lo na estação até o fim da própria vida.

Os cachorros de luto sentem fortemente a morte de seus tutores e de outros pets com quem convivem. Assim como nós, os cães são seres sencientes, capazes de desenvolver sentimentos como amor, raiva, amizade, tristeza, alegria, medo, etc.

A perda de um companheiro representa um forte abalo para os cachorros, especialmente quando ocorre uma morte súbita – o cão de Reynosa sofreu um mal súbito ou um acidente enquanto passeava sozinho na rua, apenas na companhia da parceira.

Os cães podem passar dias sem se alimentar nem brincar, mostrando desinteresse até mesmo pelas atividades preferidas. Eles tendem a se isolar, talvez para entender e processar o que está acontecendo.

Alguns animais podem inclusive precisar de assistência. Os tutores devem ficar atentos aos sinais e procurar fazê-los superar gradualmente a perda, evitando prejuízos mais graves à saúde física e emocional.

Vale o lembrete: cachorros não devem perambular sozinhos pelas ruas, como parece ter sido o caso destes cachorros mexicanos. Eles podem se envolver em brigas, acidentes, perder-se, sofrer maus tratos e serem capturados por outras pessoas.

No Brasil, também é comum permitir que os cachorros saiam sozinhos de casa. A maioria dos cães e gatos, mesmo tendo uma casa como referência, circulam livremente pela vizinhança, correndo riscos desnecessários e perfeitamente evitáveis.

Os tutores não devem nem mesmo permitir que os cães andem sem guia e coleira nos passeios diários. Um barulho diferente ou um estímulo qualquer pode fazê-los sair correndo. Até mesmo o voo de uma borboleta pode atrair a atenção.

A exceção fica por conta dos “dog parks”, instalados em algumas cidades brasileiras em praças e outros locais públicos. Trata-se de lugares cercados, em que os cachorros podem caminhar sem a guia, interagindo e brincando. Nas ruas e avenidas, eles precisam ser conduzidos pelos tutores.

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