Cachorra foge de casa e volta com “irmão gêmeo”

Uma cachorra SRD fugiu de casa em Minas Gerais. Quando voltou, ela trouxe um “irmão gêmeo”.

Aconteceu no interior de Minas Gerais. Cisquinha, uma cachorra sem raça definida, resolveu conhecer o mundo, fugiu de casa e deixou os tutores em desespero. Ela voltou dias depois, acompanhada de um cachorro muito parecido com ele – praticamente, um irmão gêmeo.

Cisquinha, a personagem central desta história, vive em Cuparaque, uma pequena cidade de pouco mais de 5.000 habitantes, no leste do Estado, já na divisa com o Espírito Santo, às margens do rio Doce.

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A fuga

Glauciene Borrett, uma fisioterapeuta de 36 anos, é a tutora de Cisquinha e contou à imprensa local que a cachorra sempre foi muito levada. Ela estava no trabalho, quando a faxineira que trabalha na casa ligou apavorada.

A funcionária tinha aberto a porta para arejar a sala. Cisquinha aproveitou para explorar o mundo ao redor. Glauciene estava atendendo alguns pacientes e, por isso, pediu para o irmão procurar a cachorra na vizinhança.

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Começou então a busca pela fugitiva. O irmão de Glauciene percorreu as ruas do bairro, de carro, à procura de Cisquinha. Depois de algumas horas sem sucesso, o jovem se deparou com a cachorra próximo ao portão da casa.

Cisquinha é uma cachorra de pelagem preta e castanha, que forma um padrão tigrado – uma características de raças como o boxer, o fila brasileiro e o boiadeiro australiano. A peluda conseguiu encontrar um cachorro bastante parecido com ela e resolveu levá-lo para casa, depois de assustar a família inteira com o sumiço.

Depois de certificar de que estava tudo bem com Cisquinha, o jovem fotografou a dupla e enviou imagens para a irmã, com a legenda: “Qual deles?”. Havia uma diferença óbvia: o cachorro encontrado na rua é um macho.

Glauciene estava aflita com o desaparecimento de Cisquinha, mas não podia se ausentar do trabalho. Ela disse mais tarde que o “irmão gêmeo” já era conhecido: ele mora nas proximidades e o tutor sempre o deixa passear na rua, uma atitude relativamente comum em Cuparaque, que tem pouco trânsito de veículos e não há registro de acidentes ou sequestros envolvendo cães.

Depois da fuga e do reencontro, o novo amigo passou a ser um frequentador habitual da casa da fisioterapeuta. Ele sempre aparece no portão, para brincar com Cisquinha. Eles ficam juntos durante algumas horas, até o peludo decidir tomar seu rumo.

O caso aconteceu no final de abril de 2022 e foi a grande notícia da cidade, depois que a tutora postou a foto da dupla na sua página no Instagram, com um relato dos acontecimentos. Dezenas de milhares de internautas de todo o país curtiram e comentaram as aventuras de Cisquinha, uma das cachorras mais famosas de Cuparaque.

A narração sobre a fuga de Cisquinha e o reencontro com o “irmão gêmeo” é divertida e bem-humorada. Glauciene conta: “Eu estou no trabalho e a Érica (a moça que me ajuda em casa) liga desesperada, dizendo: “Glau, a Cisquinha fugiu”.

Glauciene completou: “Eu pensei: lazarenta. Tem água fresca, ração boa, uma caminha gostosa. Pedi ao meu irmão para caçar a ingrata. Eu perdi toda a concentração (estava dando aula de pilates), chorei pensando que nunca mais iria ver a Cisquinha”.

Para finalizar, a fisioterapeuta contou sobre o retorno: “Daqui a pouco, recebi estas fotos com a mensagem: “Qual é?” – gente, a Cisquinha tem um irmão que mora no vizinho e eu não sabia. Os gêmeos autorizam tudo”.

Fugas de cães

O caso de Cisquinha aconteceu em uma cidade pequena, onde praticamente todos os moradores se conhecem. Quem vive em locais mais movimentados, no entanto, precisa tomar algumas providências para evitar as fugas.

Desde filhotes, quando são adotados, os cachorros devem ser desestimulados a sair para a rua sem a supervisão do tutor. Basta ensinar os comandos básicos: ao ouvir um “não”, o peludo saberá que não deve atravessar o portão sozinho – e, como eles gostam muito de agradar os seus humanos, quase todos obedecerão à ordem.

Mas os peludos também podem ser atraídos por um cheiro ou um barulho diferente e, então, resolvem sair para investigar. Qualquer fresta no portão é suficiente para que os cachorros saiam para investigar. O problema é que, muitas vezes, eles não sabem como voltar.

Um dos principais motivos para as fugas é o cio. As cachorras não castradas, no período fértil. Saem em busca de parceiros sexuais. Os machos, por seu lado, conseguem identificar uma fêmea no cio a quilômetros de distância – e muitas vezes se envolvem em brigas para decidir quem tem direito ao acasalamento.

Os tutores devem providenciar etiquetas de identificação para os peludos, que podem ser colocadas na coleira ou inseridas sob a pele, com um microchip. Desta forma, se eles forem encontrados, poderão ser devolvidos sem maiores problemas.

Também é possível recorrer às redes sociais para encontrar um cachorro perdido. Existem várias páginas de apoio, que veiculam imagens e descrições dos fujões, aumentando as chances do reencontro.

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