Cachorra adota um cabrito pigmeu e cuida como se fosse seu próprio filho

A lealdade canina independe de espécies: esta cachorra adotou e deu amor a um cabrito pigmeu.

Shadow é uma cachorra da raça pastor alemão branco (ou suíço), que vive com o tutor Robin Krumm, um especialista na criação da raça. Vivendo em um canil, Shadow está mais do que acostumada com a presença de outros animais, mas ninguém imaginaria que ela seria capaz de adotar um cabrito pigmeu.

Os cabritos pigmeus têm feito relativo sucesso nos EUA. São animais descendentes das minicabras africanas, que vêm sendo adotados como animais de estimação. Eles medem, no máximo, 50 cm de altura na cernelha.

Shadow e a cabritinha

A cachorra aproximou-se do cabrito pigmeu quando este ainda era recém-nascido. Órfão, o pequeno precisava de uma ama de leite. A adoção de filhotes da mesma espécie é bastante comum, mas muitos cães têm se tornado notícia por adotarem animais de outras espécies.

Cachorra-adota-um-cabrito-pigmeu

Além de pajear gatinhos, o que é relativamente comum (da mesma forma que inverso), cachorras já se tornaram manchetes de jornais e sites por cuidarem de gambás, leitões e até algumas aves domésticas, como gansos e patos. Algumas destas mães chegam a produzir leite para alimentar os bebês.

A adoção

Shadow encontrou a cabritinha e logo quis aconchegar o filhote. Ela parece ter percebido que o bebê precisava de carinho e calor materno. Logo nos primeiros minutos, a pastora alemã abrigou o cabrito pigmeu junto ao ventre, para protegê-lo e ampará-lo.

A mãe do cabritinho não resistiu ao parto. Para quem se encantou com a cabrinha em miniatura, vale lembrar que os animais da raça são acondroplásticos (exibem traços de nanismo) e podem ser portadores de outras doenças, tais como a insuficiência cardiorrespiratória.

Cachorra-adota-um-cabrito-pigmeu

Krumm reuniu Shadow e o filhote para verificar qual seria a reação da cachorra. Apesar de terem desenvolvido diversas habilidades, os pastores foram desenvolvidos originariamente para cuidar de animais de médio porte (carneiros e bodes, especialmente).

Restava saber se Shadow concordaria em “pastorear” a minúscula cabrita que precisava realmente de cuidados urgentes. Os tutores estavam procurando fórmulas de aleitamento baseadas em leite de cabra, mas era preciso encontrar alguém para proteger o recém-nascido o tempo todo.

A reação da pastora alemã foi praticamente instantânea. De acordo com o depoimento de Krumm, a cachorra “parecia uma enfermeira recém-contratada, entrando em ação imediatamente para auxiliar os pacientes”.

A cachorra não chegou a produzir leite. Por isso, Krumm passou a alimentá-la de duas em duas horas, com mamadeiras. Mesmo nesses momentos, no entanto, Shadow não sai de perto da filha adotiva. Ela se mostra ansiosa e um pouco aflita quando o tutor pega a cabrita no colo – é possível que ela não confie totalmente nas habilidades de puericultura de Krumm.

Cachorra-adota-um-cabrito-pigmeu

No restante do tempo, Shadow é a responsável pela cabrita. Como boa mãe, ela lambe o corpo inteiro da filhote várias vezes por dia, está sempre com ela e dorme com o bebê ao lado, quase oculto na pelagem espessa e sedosa que caracteriza os pastores alemães.

A cabritinha não recebeu um nome: é chamada simplesmente por “Goat” ou “Pigmmy”. A ideia é encontrar uma família que a acolha quando o bebê chegar ao desmame e, por isso, Krumm não quer estabelecer vínculos muito profundos.

Shadow já passou por algumas gestações, teve algumas dezenas de filhotes, cuidou de todos e, quando estavam grandinhos o suficiente para “enfrentar o mundo”, viu as crias sendo levadas para novas famílias.

Não é possível avaliar o quanto isso abala emocionalmente uma cachorra. Não deve ser fácil ter de se despedir sempre dos filhotes. Por outro lado, isto revela uma capacidade de doação ainda maior. Shadow que que os filhotes – com a cabrinha incluída – estejam bem, saudáveis e felizes. Longe ou perto, parece não ter tanta importância para ela.

Mesmo sendo dócil e muito gentil, Shadow não perde as características de defesa que fazem tantos tutores escolherem a raça desenvolvida na Alsácia-Lorena há quase 200 anos. A cachorra defende a família quando percebe a presença de outros cães e também fica muito atenta quando os gatos se aproximam. Ela abriu, ao que tudo indica, uma exceção para a cabrinha.

Shadow é um exemplo de lealdade, dedicação e devoção que certamente deve ser celebrado. A melhor homenagem a esta pastora alemã, no entanto, é sem dúvida imitar estes gestos, ampliando a solidariedade. Nós podemos tentar, começando por ajudar os da nossa própria espécie, os Homo sapiens que precisam de agasalho, abrigo e amizade.

Receba notícias e histórias do Cães Online no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/caesonline.

Deixe um comentário